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Trump adia tarifas sobre robôs e ordena negociações de 180 dias com parceiros comerciais após conclusão da Seção 232

Trump concordou com a conclusão do secretário de Comércio de que robôs, máquinas industriais e suas peças importadas ameaçam a segurança nacional dos EUA e determinou que o Comércio e o USTR negociem acordos com parceiros comerciais e apresentem um relatório em 180 dias. A proclamação não impôs tarifas e lista tarifas, impostos, cotas, taxas e um programa de incentivo à produção nos EUA como remédios possíveis no futuro.

Redação do Robrief
3 min de leituraFontes verificadas
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O presidente Donald Trump assinou em 28 de outubro uma proclamação em que concorda com a conclusão do secretário de Comércio de que robôs, máquinas industriais e suas peças e componentes são importados "em quantidades e em circunstâncias que ameaçam prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos".

Não impôs tarifas naquele dia. Em vez disso, determinou que o secretário de Comércio e o representante comercial dos Estados Unidos negociem acordos com os parceiros comerciais que considerarem adequados e o atualizem sobre o andamento em até 180 dias. A proclamação diz que, dependendo da situação ou do resultado dessas conversas, ele "poderá considerar remédios alternativos no futuro, incluindo a imposição ou modificação de tarifas, impostos, cotas e taxas; e a criação de um programa para incentivar novos investimentos na produção de robôs e máquinas industriais nos Estados Unidos". A Seção 232 também permite agir se um acordo não for fechado em 180 dias, não estiver sendo cumprido ou se mostrar ineficaz. A etapa tarifária fica adiada, não descartada.

A investigação cobriu máquinas-ferramenta, fornos industriais e equipamentos de corte

A Reuters informou que a investigação, aberta em setembro de 2025, abrangeu sistemas mecânicos programáveis controlados por computador, prensas e estampadeiras industriais, máquinas-ferramenta para cortar, soldar e movimentar peças, autoclaves e fornos industriais, além de ferramentas e máquinas de corte a laser e a jato de água.

O Departamento de Comércio concluiu que os EUA dependem de importações estrangeiras para a maioria dos tipos de robôs, máquinas industriais e seus componentes, que o valor dessas importações cresceu na última década e deve continuar subindo, e que o país produz menos robôs e equipamentos industriais do que consome. A proclamação afirma que robôs e máquinas industriais "processam e armazenam rotineiramente dados sensíveis" e, quando vindos de certas entidades estrangeiras, "podem representar vulnerabilidades significativas de segurança cibernética". Diz também que robôs avançados, como robôs autônomos, humanoides e quadrúpedes, e veículos terrestres autônomos dão apoio de combate às Forças Armadas dos EUA, incluindo inteligência, vigilância e reconhecimento, retirada de feridos e detecção e limpeza de minas. O setor sustentou cerca de US$ 7,1 trilhões em embarques de bens manufaturados em 2024 e a produção de cerca de US$ 86 bilhões em equipamentos naquele ano, segundo a proclamação.

A FCC barrou novos modelos de robôs chineses em julho

Em julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) barrou a importação de novos modelos de robôs e inversores de energia chineses, mas permitiu a entrada de modelos já existentes de robôs humanoides e quadrúpedes, e afirmou que os robôs "coletam dados que podem ser usados por agentes mal-intencionados para vigiar os americanos", informou a Reuters. Outros produtos já receberam tarifas da Seção 232 neste governo: a ficha informativa da Casa Branca diz que a medida foi usada para impor ou reforçar tarifas sobre aço, alumínio, cobre, automóveis, caminhões, madeira bruta e madeira serrada, semicondutores, produtos farmacêuticos, polissilício e drones. A Reuters observou ainda que a decisão poupa os fabricantes americanos, que dependem de importações estrangeiras para a maior parte dos robôs e máquinas industriais, de novas tarifas imediatas.

O Departamento de Comércio e o USTR devem apresentar ao presidente um balanço das conversas em até 180 dias, ou seja, até 26 de abril de 2027, e o Comércio segue monitorando as importações e pode sinalizar a necessidade de novas medidas.

Fontes Fontes verificadas

  1. 1.The White House, Oct 28, 2026: ADJUSTING IMPORTS OF ROBOTICS, INDUSTRIAL MACHINERY, AND THEIR PARTS AND COMPONENTS INTO THE UNITED STATESwhitehouse.gov
  2. 2.The White House, Oct 28, 2026: Fact Sheet: President Donald J. Trump Adjusts Imports of Robotics, Industrial Machinery, and their Parts and Components into the United Stateswhitehouse.gov
  3. 3.Reuters via Investing.com, Oct 28, 2026: Trump says imported robotics pose national security risks but does not impose tariffsinvesting.com

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