Ant Group lidera Série A de cerca de RMB 100 milhões na Juqiao Industries, cujas luvas táteis de tecido se aproximam de 10 mil unidades
A Juqiao Industries, de Weihai (Shandong), que tece fibras sensíveis à pressão em tecido, fechou uma Série A da ordem de RMB 100 milhões liderada pela Ant Group. Mais de 200 de seus mais de 400 clientes atuam em IA incorporada e quase 10 mil luvas táteis já foram entregues: dados de tato de mãos humanas são hoje o maior negócio da empresa em robótica.
A Juqiao Industries, empresa de Weihai, na província de Shandong, que tece fibras sensíveis à pressão para fazer uma "pele eletrônica" de tecido, fechou uma Série A da ordem de RMB 100 milhões liderada pela Ant Group, informou a NetEase Smart em 29 de outubro. Os acionistas Lingyi Ventures, Weihai Gangrong e Qingdao Hexin voltaram a investir. A entrada da Ant já constava dos registros: uma alteração cadastral noticiada em 16 de setembro mostrava uma subsidiária integral da Ant Group como nova acionista.
A Juqiao vende a ideia de uma pele para robôs, mas os próprios números colocam a mão humana em primeiro lugar. Segundo um artigo publicado no 36Kr, mais de 200 de seus mais de 400 clientes atuam em IA incorporada, e a empresa já entregou quase 10 mil luvas táteis. No artigo, uma pessoa veste a luva enquanto trabalha, e ela registra onde e com que força a mão toca, junto com vídeo em primeira pessoa, para treinar modelos de robôs. A Ant aposta no lado das luvas num debate em aberto sobre de onde os robôs vão tirar o tato.
Centenas de pontos por mão, sensíveis a 0,01 N
A luva de palma inteira tem centenas de pontos de detecção em cada mão, com espaçamento mínimo de 2 mm, e responde a forças de 0,01 N, diz a empresa. Ela funciona com captura de movimento e sistemas de teleoperação. A Juqiao fornece uma fórmula linear que converte a leitura de cada ponto em valor de força, com consistência de cerca de ±5 %, e diz que seus sensores multicamada têm menos de 0,8 mm de espessura. O rendimento da linha própria em Weihai passa de 95 %. A empresa afirma que os dados das luvas são usados em vários projetos de pesquisa de modelos de ponta na China e no exterior, sem citá-los, e que desenvolve um sistema de coleta que une sensoriamento tátil e visão em primeira pessoa.
A pele para robôs vem depois. A Juqiao já lançou uma pele para braços robóticos e planeja versões para tronco e sola dos pés. Segundo a NetEase Smart, fornece luvas táteis para mãos robóticas e trabalha com a Unitree e a AgiBot. O restante do negócio são colchões, protetores de cama e sensores de pressão para bancos de carro, e este último já está em entrega em volume para veículos. O dinheiro novo vai para a produção em escala da pele eletrônica de tecido, P&D tátil e multimodal e esses produtos para robôs, casa e cuidados.
A Gewu Tongzhi aposta no vídeo
Em 18 de outubro, a startup Gewu Tongzhi, de Hangzhou, captou quase RMB 100 milhões com a tese oposta. Seu CEO disse que coletar dados com luvas é caro, lento e atrapalha os trabalhadores. A Gewu quer reconstruir sinais táteis a partir de vídeos comuns e calibrá-los com medições reais de força e tato. Se isso bastar para o pré-treinamento, as luvas viram ferramentas de calibração. Se não bastar, as quase 10 mil luvas da Juqiao são uma vantagem inicial.
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